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A Santa Casa da Misericórdia do Soito e os novos tempos

A partir de 1958 as funções administrativas da Misericórdia entraram em declínio e as reuniões da Mesa demasiado espaçadas; um ano, ou por vezes um espaço ainda mais dilatado, não correspondiam às exigências constantes nos Estatutos, nem ao bom funcionamento da Instituição.

Não há, efectivamente, documentação referente ao espaço que medeia entre 1971 e 1979, altura em que o Sr. Padre João Domingos perante a ameaça de extinção da Misericórdia ou da iminente absorção por outra qualquer Misericórdia, face ao Decreto 618/75 que previa a nacionalização das Misericórdias com a possível integração nos hospitais concelhios, se viu obrigado a convidar algumas pessoas desta terra capazes de lhe dar novo alento e vigor.

 

   

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Igreja ou Capela da Misericórdia

Nos vários escritos a que acedemos, encontramos o designativo Igreja da Misericórdia com que era referida a Sede religiosa da Misericórdia do Soito, outros porém referem simplesmente Capela, de qualquer modo, um ou outro termo significa obviamente o mesmo edifício.

Não se sabe a data da construção da primeira Capela que já existia em 1695, sabe-se sim que estava situada junto à entrada do actual cemitério, que a teria envolvido posteriormente aquando da sua construção por volta de 1830, que um altar em madeira artisticamente trabalhada, obviamente não o original, data de 1862 conforme peças existentes e que posteriormente, talvez em 1944, foi demolida e construída a actual, do lado nascente, hoje quase ao centro devido a dois acrescentos feitos ao cemitério, um em 1934 outro em 1977, por necessidade de mais espaço.

Devido à falta de espaço na Igreja Matriz e em algumas Capelas onde eram sepultados os corpos dos falecidos, foi a Capela da Santa Casa usada para esse fim, conforme registo datado de 1695 como já atrás dissemos, também existe documentação que atesta terem sido nela sepultados 198 corpos desde 15 de Setembro de 1824 até 10 de Agosto de 1831 para além de muitos outros, antes e depois dessa data.

   

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Fundação da Misericórdia do Soito

Vários historiadores situam a sua fundação por alturas de fins do século dezanove, o que não passa de um acto de metacronismo puro. O reconhecido historiador Pinharanda Gomes, em História da Diocese da Guarda página 387 diz, citando Origens e Formação das Misericórdias Portuguesas de Fernando da Silva Correia, que a Misericórdia do Soito seria de fundação posterior a 1897. Não queremos retirar mérito a estes dois grandes historiadores, altamente conceituados, que escreveram certamente baseados nos dados que possuíam, o certo é que a história faz-se todos os dias, nunca está completa, há sempre novas verdades que surgem e que trazem luz a situações até então obscuras.

Os documentos mais antigos existentes no Arquivo Paroquial datam de 1846, e é em 15 de Julho de 1847, que, referentes a 1846/47, Manuel Vaz de Carvalho dá contas a Manuel Martins Furriel, ambos tesoureiros, um que sai e outro que entra em funções, num total de 37.490 e 36.500 reis, respectivamente receita e despesa.